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Gênero: Musical
Produtora: Harmonix
Distribuidora: MTV Games
Lançamento: 09/09/2009
Nota: 9,5



Review
Criando ânsia de espera desde seu anúncio, The Beatles Rock Band chega na astrológica data de 09/09/09 por um precinho meio salgado, mas agradando até o fã mais exigente do quarteto de Liverpool.


Pra começar, nada mais obóvio do que a tela inicial!

Tudo no game foi feito com o maior cuidado possível, desde a escolha do repertório, passando pelos controles, até o visual, e fica claro o respeito dos produtores para com a banda (ou talvez alguma exigência de contrato, mas acho difícil), pois não é possível alterar nada das canções originais: a alavanca da guitarra não interfere no som, não há viradas de bateria para ativar o especial, bastando acertar o verde na hora certa, e mesmo que você queira tocar algo diferente no início ou no fim das músicas, fica mudo.


Esse é o que vem no kit carregado de sal

Antes de cada música você ouve trechos de áudio extraídos dos locais dos shows, tal como multidão gritando, apresentador falando ou até a própria banda trocando idéia ou arranhando algumas notas.


Uma banda com 2½ frontmen não é pra qualquer um!

O modo história é simplesmente fantástico, trazendo várias fases e famosas aparições da banda, desde o Cavern Club até o topo do prédio da Abbey Road, a última exibição em público dos Beatles.


Tu achava que esse lance era sacada do U2? Nada disso mófilho!

Na fase em que eles não faziam mais shows (depois do LSD), aparece a data da gravação na tela de loading e a banda é mostrada em estúdio (no Abbey Road, claro), mas conforme a música a parada vira um vídeo clipe, entrando na viagem das mesmas, trazendo um visual tão bacana que muitas vezes a gente acaba errando notas por querer assistir ao que está na tela.


E não é que os bigodes voltaram à moda?

A meta final de The Beatles: Rock Band não é nem terminar o modo história, mas sim conseguir estrelas para liberar fotos e, consequentemente, vídeos, ambos raros e curiosos em sua maioria.


Prêmios para os fãs

O desafio do game não é grande, mas conseguir cinco estrelas não é fácil... acontece de você tirar 98% e ficar com quatro, sendo mais importante a pontuação do que a porcentagem, então saber usar o especial para multiplicar os pontos é fundamental.


Tá, cinco estrelas em "Twist and Shout" não é muito difícil

Não tinha como fazer um jogo desses sem ficar grandes músicas de fora, mas tendo em vista que para agradar a todos seria necessário colocar todas as músicas de todos os discos e singles, o repertório do game não faz feio, mas que poderia ter umas quinze músicas a mais, poderia.


"THIS IS YOUR BIRTHDAY!"... faltou "Ob-La-Di, Ob-La-Da"!

Uma oportunidade desperdiçada é que não dá para criar personagens, o que é uma pena, pois seria muito bacana se criar no game para tocar junto com os Beatles, mas levando em consideração o total respeito pela obra e pelos caras que a Harmonix teve, é algo totalmente compreensível.


Tecladinho Vox ao fundo, não utilizado

Cantar os harmônicos é um desafio muito interessante e complexo, pois se os cantadores de plantão não tiverem uma boa noção de harmonia vocal, além de um mínimo de técnica, a parada vai ficar horrível, mas se a galera mandar bem, fica porretaço! Só lembrando que não é possível escolher cantar a parte de John, Paul ou George, você escolhe simplesmente solo ou harmônicos, onde as vozes aparecem em cores diferentes e cada um faz a parte que escolher.


Cada um na sua e ti vira, malandro!

Ao executar o game pela primeira vez é perguntado se você quer instalar uma pequena parte do game no HD para agilizar a leitura (o que é recomendado), fazendo com que as músicas sejam carregadas muito rapidamente, parecendo até game de cartucho.


Treino no Abbey Road Studio... nada mais original

Resumindo, The Beatles: Rock Band não poderia ter ficado melhor. É facilmente compreensível entender o motivo pelo qual coisas que poderiam ter sido incluídas não foram, então você pode ter certeza que comprando este game terá o melhor que poderia ter, e a parada é obrigatória a todos, fãs, simpatizantes e principalmente para a molecada de hoje, pra ver se aprendem a apreciar música de verdade e a agradecer os caras que criaram mais da metade das técnicas e sacadas que eles ouvem até hoje.

Confira a lista de músicas nos comentários desse post.

Prós e Contras
- Visual perfeito
- Som cristalino
- Vocais harmônicos são um bom desafio
- Você não quer parar enquanto não liberar tudo
- “I got blister on my fingers”

- Poderia ter mais músicas

Vídeo




Gênero: Musical
Podutora: Neversoft
Distribuidora: Activision
Lançamento: 01/09/2009
Nota: 7,8


Review
Todo mundo sabe que ganância não é uma coisa boa, e é justamente isso que está fazendo a Activision perder a mão na série Guitar Hero.



Seria esse o deus do metal em sua forma mortal?

Ficou claro que com a separação de Harmonix e Red Octane depois de Guitar Hero: Rocks the 80s
, aquele feeling que o game tinha foi embora, e sem a menor surpresa, esse feeling reapareceu em Rock Band, produzido pela mesma Harmonix que criou o GH.


The man who sang the wrong lyrics

Guitar Hero III, o primeiro depois da separação, feito por uma nova equipe, ainda ficou bacana, pois foi totalmente espelhado nos jogos já existentes da série e contava com um repertório nos mesmos moldes: muito rock e meia dúzia de pops/emos pra molecada não reclamar.


Novidades inúteis

Guitar Hero World Tour pegou embalo no Rock Band, introduziu bateria e voz, trouxe novos recursos e um repertório feroz, um pouco mais variado, mas ainda acertando na lata.


Mr. João Dinheiro!

Aí sai Guitar Hero 5, que nada mais é do que a mecânica e os personagens caricatos de World Tour com visual geral chupinhado de Rock Band somado a um repertório enorme, mas bem meia-boca e novidades toscas, como montar uma banda com quatro pessoas tocando o mesmo instrumento.


Tá, não são os quatro, mas ainda assim é tosco

A Activision anunciou Band Hero dizendo que seria um game musical voltado à molecada, mas inexplicavelmente, o repertório de Guitar Hero 5 é cheio de eminhos sem graça, no modo carreira é preciso tocar meia dúzia de músicas irritantes para chegar em algo de qualidade.


Ó, aqui são três e a tosquice aumenta!

O problema não é nem o gosto musical, e sim a fuga do estilo de repertório que a série vinha trazendo, o que mostra que a Activision só quer agregar mais adeptos à série, mas esquece que pode perder os antigos... sem contar a total falta de respeito com os artistas que cederam suas músicas para o game e tiveram elas alteradas com inclusões de solos de guitarra para ficarem “mais difíceis”.


Sempre é bom voltar às origens

Mas o pior nem é isso, muitas delas estão com sérios erros de posicionamento das notas, como “Play That Funky Music”, do Wild Cherry, e outras, onde você toca uma coisa na guitarra mas ouve outra.


Tava bom demais pra ser verdade...

Os vocais evoluíram consideravelmente no reconhecimento, mas a voz continua impossível de ser zerada, podendo apenas ter seu volume um pouco diminuído, mas pelo menos dessa vez eles não tiveram a cara de pau de deixar o potenciômetro chegar no zero na tela de configuração de som.


Guitar Hero for kids?

O multiplayer continua com som zuerento, mas dessa vez um ajuda o outro e se tiver alguém que não saiba jogar entre os quatro, a coisa não fica tão feia tendo que parar em dez segundos, pois há uma barra para a banda toda, assim a galera que sabe compensa o que não sabe.


Menos mal

Participações especiais? Há os finados Johnny Cash e Court Cobain, tal como Shirley Mason, do Garbage, com pelo menos meio metro a mais de altura, e outros que não fazem a menor diferença.


Tá, tem o Santana também...

Não há um modo história como em GH:WT,
GH Metallica ou até mesmo o GH Smash Hits, sendo o modo carreira muito semelhante ao de Rock Band 2, em que você pode tocar qualquer instrumento na mesma campanha e o que libera a próxima gig é a quantidade de estrelas que você recebe, sendo possível conseguir até nove estrelas por música, seis se você fizer 100% e mais três se cumprir os desafios propostos antes de entrar na música.


Tudo isso pra ganhar roupinhas? Ah vá!

Há a possibilidade de se utilizar o avatar do sistema operacional do Xbox 360 no game como membro da banda, mas é uma coisa meio tosca, pois os avatares são estranhos no ninho, pois o estilo gráfico deles não tem absolutamente nada a ver com o do game que, aliás, traz palcos infinitamente menores e menos detalhados do que os de WT e SH.


Discrepância é uma merda

Enfim, Guitar Hero 5 é um jogo que não empolga e não dá vontade de terminar o modo carreira, principalmente por trazer todas as músicas já liberadas no quick play.

A lista de músicas está nos comentários desse post.


Prós e Contras
- Guitar Hero é Guitar Hero
- O repertório mais perdido da série
- Não empolga


Vídeo