
Gênero: Horror de Sobrevivência
Produtora: Capcom
Distribuidora: Capcom
Lançamento: 13/03/2009
Nota: 8,6
A Rê Viu
Resident Evil 5 foi anunciado junto à nova geração de videogames e, desde lá, tem informações liberadas a conta gotas. A Capcom, esperta como sempre, aproveitou a oportunidade de faturar uma grana e deixou seus dois maiores blockbusters para serem lançados no inicio do ano ao invés da loucura de lançamentos para o Natal e, como ela é legal, deu um mes de diferença entre Street Fighter IV e RE5.
Pra que atirar? É mais legal ouvir o "crack" quando se passa por cima!
Depois de muito esperar, a pergunta que não quer calar: RE5 é bom mesmo?
A Resposta é: sim... e não! Tudo bem, um jogo que leva nota acima de oito não é ruim, longe disso, mas dependendo do que você espera de um Resident Evil sem subtítulo, pode acabra se decepcionando.
Cara malandro! Olhando pros peitos da mina enquanto se esforça!
Falando do que interessa, o game tem um dos gráficos mais robustos da nova geração, com efeitos de luz, reflexos de suor, areia, neblina e tudo mais soberbamente bem acabados. Aquele efeito que a Capcom prometeu de sair da escuridão e ficar temporariamente cego não existe, mó caôzão, mas mesmo assim o game não fica devendo nada.
O saco de pão na cabeça foi substituído por um de farinha!
O que incomoda bastante é a movimentação: se voce jogou RE4 (se não jogou, se jogue na frente do primeiro ônibus que encontrar) a impressão é de ver o mesmo jogo com novas texturas. Toda a movimentação dos Majinis são xerox dos Ganados, até mesmo os movimentos de Chris copiam os de Leon (tirando os novos golpes) e os da Sheva copiam os da Ada.
Bons tempos quando os REs tinham zumbis de verdade...
A parte sonora não tem nada de mais, aliás, é até meia-boca. Tem um scorezinho bacana que é o suficiente para imergir o jogador no clima do jogo e deixá-lo tenso, mas os efeitos são bem genéricos e pouco impactantes, alguns, como o das escadarias se movimentando no templo, chegam a ser toscos. A dublagem dos personagens principais é competente, mas de alguns são meio genéricos ou demasiadamente exageradas.
Maxi-Menstruação
O enredo é bem meia-boca, nível filme de terror padrão Cine Trash. Logo na primeira aparição você já desconfia de quem está por trás da parada e no primeiro flashback você tem certeza.
Ô perigo essa faca aí nos países baixos!
Algumas da estória coisas rolam meio como desculpa pra te fazer passar por fases com a mesma essência de RE4: tu vai andar de barquinho, enfrentar um bicho gigante com um cara na boca e até um velho amigo num estilo 'quero-ser-Tyrant'.
Se não tivesse uma fase de barquinho não seria uma chupinhança completa!
Agora há um mapa, na verdade um GPS, que pode ser deixado na tela ou ativado quando der na telha. Em certos locais, tipo cavernas ou locais muito abaixo da terra, a parada não funciona, mas como é algo totalmente dispensável, acaba não fazendo falta nenhuma.
"Porra, cada vez que você espirra cai mais areia lá no fundo!"
Não há mais um vendedor de bugigangas, você compra e vende coisas durante os capítulos ou quando vai retomar um jogo salvo. Cada item ocupa um só espaço no inventório e você pode trocar coisas com a sua parceira, tal como ordenar que ela pegue certos itens.
Tchutcharia "zumbi" em plena a luz do dia!
O único problema nisso, que não é bem um problema, é mexer nele: remanescente de Resident Evil: Outbreak, ele funciona em tempo real, ou seja, a ação continua rolando enquanto ele está aberto, o que causa um certo pânico, mas tem quatro botões de atalho pra serem usados no direcional.
Seriam aquelas luzes o Archie do Coruja 2?
O forte do game é o jogo em dupla. Online ou offline, jogar com um parceiro humano é a finesse! Não que a IA seja burra (na verdade ela é bem espertinha), mas nada é melhor que ter um amigo de carne e osso como parceiro de tiroteio.
O que? Já viu isso em Matrix? É porquê você não viu em movimento!!
Para o próximo lançamento de um RE nessa plataforma, os produtores da Capcom deveriam jogar Dead Space pra verem como deixar um game com esse estilo de visão com um bom controle, mas ainda assim, Resident Evil 5 é obrigatório. Fãs de longa data podem tira um pontinho da nota final, mas ainda sim é um game excelente e que deve ser jogado por todos.
Prós e contras
- Modo Multiplayer!
- Muitos extras!
- Violência!
- Gráficos 10!
- Enredo tosco
- Decepcionante para alguns fãs
Vídeo
Com colaboração e legendas de Vivard
Marcadores: 2009, Aventura, Horror de Sobrevivência

Gênero: Luta
Produtora: Capcom
Distribuidora: Capcom
Lançamento: 19/02/2009
Nota: 9,5
A Rê Viu
Dez anos! Dez anos separam Street Fighter III (se é que aquilo merece ser chamado de Street Fighter) da sua quarta versão, e foram dez anos que fizeram muito bem à franquia!
Ê cara de quem está no proctologista!
De volta às origens, Street Fighter IV veio pra arrebentar a boca do balão e de qualquer outro infeliz que passar pelo caminho. Pra quem gastava todo o dinheiro do lanche no fliperama na época do SF2, a identificação é instantanea! Desde a animação de abertura (uma das melhores dos últimos tempos) até o inicio do primeiro combate o coração de fã bate acelerado. E quando a porradaria começa é que a nostalgia bate forte!
ShoryuKEN, HadoKEN, GouKEN, depois dizem que o Ryu é melhor que o Ken...
O game é basicamente um Street Fighter II remodelado, praticamente com a mesma jogabilidade, com tudo permanecendo na jogabilidade 2D, naquele velho esquema de três grupos de lutadores, os com golpe de meia lua (Ken, Ryu, Sagat...), os com golpes de carregar (Guile, Chun Li...) e os com golpes de agarrões que tiram uma baita energia (Zangief e alguns novos).
Doutor Manhattan versão beta
Ficou claro que o foco na produção foi deixar o games parecido com o SF2 e só. Não há um modo de aventura, minigames nem nada. O máximo que se encontra é o tradicional modo arcade (com animações naabertura e no final, contando a história de cada personagem), versus e alguns desafios bem básicos, como Time Attack, Survival e Chalenge, onde você deve desferir golpes pré definidos que aparecem na tela.
Ryu pousando para a G Magazine
Agora existem duas barras de especiais: a Super, que enche conforme voce bate, e a Ultra, que enche conforme voce apanha. A Super passa de um round para outro enquanto a Ultra não, e cada personagem carrega só um especial pra cada barra.
Ângulo semi-pornográfico da Cammy
A barra de Super ainda tem outra utilidade: ela é dividida em gomos e cada gominho te dá a habilidade de usar uma magia fortificada presionando dois botões pra cada magia (tipo um hadouken com 2 socos).
Efeito blur+desfoque gaussiano+desfoque de movimento
Fora isso os agarrões são feitos com Soco e Chute fraco e tem o Focus Atack. Quem jogou Street 3 lembra do parry, o Focus é mais ou menos isso: Com chute médio e soco médio o personagem carrega um ataque, se for atingido por algum ataque nesse meio tempo ele pode quebrar até um hit de dano e ainda revidar com um golpe, se for totalmente carregado o golpe derruba o inimigo.
É, tem muita gente indo no proctologista nesse jogo...
Graficamente o game é um colírio: as animações são fluidaças, tudo é bem colorido e os personagens são muito bem feitos, parecendo realmente um animê 3D. Os cenários deixam a desejar com um visual diferente e inferior ao dos lutadores.
Blanka de turista na China
Outra mancada é que não há um cenário pra cada personagem, mas todos são sofrem danos e modificações de acordo com o que acontece na luta, como coisas caindo quando há um impacto muito grande no chão.
Parece mais um verme do Timão e Pumba... viscoso, mas gostoso!
Os novos personagems são bem bacanas, apesar de parecerem saidos de uma The King of Fighters, mas são bem melhores que os de SF3 (salvo raras excessões).
Hadoken com uma mão só, o cara é bão!
A parte sonora soa um pouco estranha a princípio, já que pela primeira vez todos os personagens receberam vozes em inglês, inclusive durante a luta, o que pode (e vai) soar bastante estranho. Mas é só terminar o game uma vezinha que o jogo libera as vozes clássicas em japa pra alegria da geral nação, dando pra escolher o idioma que você quer que cada jogador fale separadamente.
Propaganda de Cepacol
No geral Street Fighter IV já nasce um clássico, completo, com pencas de modos extras, combates sólidos, com alguns lags mínimos nas conexões mais porcas e nove personanges destraváveis, entre várias outras coisas. Um clássico com C maiusculo!
Prós e Contras
- Um verdadeiro Street Fighter!
- Um milhão de coisas pra liberar!
- Simples pra iniciantes, perfeito para viciados!
- Alguns cenários um pouco pobres e aleatórios
- Os personagems novos não têm tanto impacto
Vídeo
Co-autor: Lio

Gênero: Tiro / Primeira Pessoa
Produtora: Gearbox Software
Distribuidora: Ubisoft
Lançamento: 23/09/2008
Nota: 8,8
A Rê Viu
Quando foi lançado no PS2, o primeiro Brothers in Arms até assustava pela quantidade de detalhes que trazia, sem contar o modo com que a história era conduzida, tendo como referência a série televisiva da HBO, Band of Brothers.
Isso me lembra "A Lista de Shindler"...
Ainda no PS2 houve a sua sequência, que era um mais do mesmo, somente com fases diferentes, agora, na nova geração, Brothers in Arms: Hell’s Highway traz algumas novidades e gráficos nos padrões de exigências atuais.
Isso me lembra uma festa muito boa!
Todo aquele esquema de mandar uma parte da equipe pra um lado, correr para o outro com outra a parte pra atacar uma parada que fica no meio continua, e o segredo é o mesmo: ataque pelos flancos, e isso agora é muito mais útil do que jamais foi.
Isso me lembra esconde-esconde na infância
Agora vira-e-mexe você encontra outras equipes, fazendo com que fique mais de uma sob seu comando, exigindo uma boa dose de estratégia pra passar por alguns pontos, geralmente tendo que estudar o mapa antes de atacar, ou testá-las até acertar.
Isso me lembra jogo de guerra mesmo...
Um lance bem legal do game é a câmera lenta em detalhe quando, por exemplo, se acerta um headshot ou quando uma granada explode arrancando a(s) perna(s) de algum oponente, o que é simplesmente animal!
Isso me lembra "Band of Brothers"
A história segue a mesma linha dos anteriores durante a Segunda Guerra Mundial, mas dessa vez se passa durante nove dias em setembro de 1944 na Holanda, durante a construção de uma estrada, operação que foi oficialmente chamada de Market Garden, mas os soldados que estiveram ali a chamam de “a estrada do inferno”, pois mais de 17 mil soldados aliados morreram, e daí saiu o título do game. 
Isso me lembra cheiro de bosta de cavalo
Os detalhes que fizeram a série ser aclamada na época do seu primeiro game continuam presentes, aliás, o game é bem parecido, porém com alguns updates que o melhoraram muito, pena que a inteligência artificial comprometa um pouco em alguns momentos.
Isso me lembra GTA San Andreas
Offline o game não permite jogos multiplayer, o que é uma pena, pois um cooperativo nele iria muito bem, mas online pode-se jogar em até vinte jogadores via Xbox Live.
Isso me lembra festa junina!
Num ano em que o concorrente foi Call of Duty: World At War, Brothers in Arms: Hells Highway ganha de lavada.
Prós e Contras
- Blood and Gore
- Intense Violence
- Strong Language
- Os detalhes de sempre
- Sem multiplayer offline
Vídeo
Marcadores: 2008, Guerra, Primeira Pessoa, Tiro

Gênero: Tiro / Primeira Pessoa
Produtora: Treyarch
Distribuidora: Activision Blizzard
Lançamento: 10/11/2008
Nota: 7,5
A Rê Viu
Depois de Call of Duty 4: Modern Warfare, um jogo quase perfeito, o já conhecido rodízio de equipes na produção dos games da série Call of Duty fez mal para o seu quinto título.
Seria isso influência do Comediante no Vietnã?
Aliás, se repararmos que os títulos pares são infinitamente melhores do que os ímpares, podemos concluir que esse rodízio já deveria ter acabado depois do lançamento do terceiro game, pois o segundo é infinitamente melhor, e o mesmo acontece com este em comparação ao quarto.
Matar o Tarzan vale o dobro!
Deixando os combates modernos de lado, a série volta ao seu tema clássico, a Segunda Guerra Mundial, porém nos seus últimos dias.
Se você achar o Titanic e matar o Leonardo DiCaprio vale 10x de bônus!
Os gráficos são bem semelhantes ao CoD4, mas ainda assim aparentam ser um pouco inferiores, menos ricos em detalhes.
Se você achar o Rambo, aí, meu querido, é game over pra você!
Os objetivos são até que bem variados, mas às vezes um pouco confusos, e a história rola de um modo interessante, com o general (na voz de Kiefer Sutherland, ótimo para esse tipo de papel) gritando ordens e direções o tempo todo.
"Confessa, china, é você quem produz a cópia pirata desse jogo!"
Infelizmente aquele velho problema dos Call of Duty está presente: inimigos surgem nas trincheiras do nada, parece uma criação de coelhos, chegando a ser algo até meio sem sentido em determinadas vezes.
O poder de um frame... parece uma lanterna das boas!
Há um multiplayer cooperativo offline para dois jogadores e online para quatro, o que deixa o jogo um pouco mais interessante, nos modos de batalha, pdoe-se jogar em quatro offline e em até dezoito online ou via system link, só quero saber quem é o doente que vai ligar dezoito consoles em dezoito televisões numa mesma sala...
Uma passagenzinha na ilha de FarCry
Call of Duty: World at War não chega a ser ruim, mas fica atrás do seu concorrente da vez, Brothers in Arms: Hells Highway. Pra quem curte um estilão mais arcade, é uma boa opção, senão, prefira os irmãos armados na estrada do inferno.
Prós e Contras
- Blood and Gore
- Intense Violence
- Strong Language
- Jack Bauer
- Inferior ao anterior
- Os objetivos poderiam ser mais claros
Vídeo
Marcadores: 2008, Guerra, Primeira Pessoa, Tiro

Gênero: Ação
Produtora: High Moon Studios
Distribuidora: Sierra Entertainment
Lançamento: 03/06/2008
Nota: 7,9
A Rê Vendo
Adaptações geralmente são caça-níqueis, mas essa aqui até que tem seu valor. The Bourne Conspiracy não é uma adaptação da série cinematográfica, e sim da literária (tanto é que o nome completo do jogo é "Robert Ludlum's The Bourne Conspiracy"), mas é inegável que a direção de arte e até alguns ângulos de câmeras foram claramente tiradas dos filmes.
Lutas coreografadas com câmera tremida ficam animais!
A história é basicamente a mesma, só que com o enchimento de linguiça que toda adaptação tem para criar situações de jogo. Bourne foi mandado para matar um negão importante, mas ele deu uma titubeada na hora H e salsi-fufú.
"Porra, imitar jogo do Justiceiro é sacanagem"
Foi encontrado no mar por uns pescadores e, a partir daí, sem memória, corre atrás de sabe-se lá o que para descobrir sua identidade e quem fez isso com ele.
"U-tererê! Essa doeu!"
Tanto o game é consistente que a adaptação de 007 Quantum of Solace teve sua ação claramente inspirada (ou chupinhada) de Bourne Cosnpiracy, que conta com uma quantidade maior de lutas corpo-a-corpo com mais movimentos e câmera mais ágil.
Ângulo de 007 Quantum of Solace
Os inimigos são um pouco genéricos e as missões são um tanto quanto lineares, mas a ação corre com um ritmo bem bacana, fazendo com que se perca várias horas seguidas com o game sem enjoar.
"Se tu não falar tu nem imagina aonde eu vou enfiar isso aqui!"
De tempos em tempos aparecem alguns mestres, mas nada difíceis, sendo as situações de tiroteio mais complicadas de se escapar do que quando se é encurralado por um grandalhão bombado quatro por quatro.
Parece até que ele está atirando numa televisão...
Infelizmente o game não tem nenhum tipo de multiplayer, o que é uma baita mancada em tempos de Live mais popular do que nunca, e isso influi muito para o fator replay, já que há poucas razões para se jogar o game novamente após terminado uma vez.
Fotos e seus momentos... esse foi ótimo!
O som é muito bom, com uma boa dublagem (sem os atores dos filmes, claro) e uma ótima trilha sonora, que colabora e muito para a imersão no clima tenso do game. 
Relembrando "Um Golpe de Mestre"
Pra quem curte jogos de espionagem e tiroteio, The Bourne Conspiracy é uma ótima pedida, assim como para os fãs dos filmes, só não espere encontrar os rostos e vozes dos atores por aqui, pois, como já foi dito lá em cima, isso é uma adaptação dos livros.
Prós e Contras
- Ação num nível porreta
- Combates corpo-a-corpo bem bacanudos
- Não tem multiplayer
- Sem caras famosas
Vídeo




