Gênero: Corrida / Simulador
Produtora: Turn 10 Studios
Distribuidora: Microsoft
Lançamento: 27/10/2009
Nota: 8,7
Review
Enquanto Gran Turismo 5 não dá as caras no PS3, a Caixa X 360 da Micromole já tem duas versões do seu simulador, o mediano Forza Motorsport 2, que agora chega na sua terceira versão.
Os olhos do ET de Varginha?
Maior do que o antecessor em todos os sentidos, Forza 3 vem em dois discos, o primeiro com o jogo e o segundo que deve ser instalado no HDD do console com algumas pistas e carros a mais.
Esse perdeu o rabo!
No total são 400 carangas e mais de de cem traçados de pistas, todos com muito mais atenção do que antes. A Turn 10 diz que cada veículo possui dez vezes mais polígonos que o anterior (o que não é lá muito coisa, afinal os gráficos de FM2 são bem fracos) e todos possuem visão interior e podem ser customizados.
Caceta, a pista é do lado de lá ou daqui?
O que já era bem real ficou ainda mais, chegando até a deixar o jogo chato. Controlar um carro de motor 1.0 a 140 Km/h é um saco, já que as curvas não chegam nunca e, quando chegam, são um saco de se fazer, devido à estabilidade e falta de ABS de tais carros (dá pra ligar, se quiser), fazendo com que o modo carreira seja um verdadeiro sonífero até você chegar nas categorias mais pans.
4Games2 patrocinando o circuito da Catalunha!
Chegando lá a coisa melhora. A sensação de velocidade é bacana e o nível de detalhamento dos carros é bem porreta, salvo os interiores, que são bem basicões, o que é perfeitamente compreensível dada a quantidade de veículos do game.
"Ó o maluco tá com carro zerinho! Tá até sem placa ainda!"
O sistema de punição para se você sair da pista intencionalmente para cortar caminho é um saco, pois ele te corta a velocidade bruscamente e muitas vezes em erros que você nem seria beneficiado, ele te fode mais ainda.
Nunca que esses retrovisores estariam refletindo isso aê!
Pra essas horas há a chupinhagem de GRID e DiRT 2 (e Prince of Persia, por quê não?), onde você pode voltar no tempo para refazer tal curva ou seja lá o que for que você tenha errado e, assim como em FM2, há vários assistentes de direção que podem ser ativados ou desativados, deixando a jogabilidade mais pra simulador ou arcade. Isso já é mais do que manjado em qualquer jogo de simulação, mas se a gente não menciona, nego reclama.
Não seria mais interessante se o cockpit fosse no meio?
A interface do jogo está bem limpa e simples (até demais), lembrando bastante as coisas da Apple, o que chega a ser irônico em se tratando de um jogo da Microsoft.
Apple style
Os modos de jogo são os clássicos, com a diferença de que o carreira foi modificado, agora tendo como base um calendário com os eventos e seus níveis de importância, e o modo online continua para até oito jogadores, porém com algumas frescurinhas a mais no backstage.
Corrida de velharia em pista de cobrinha
Forza Motorsport 3 é um ótimo simulador, mas na prática ficou meio chato, faltando equilíbrio entre a proposta de realidade e a fato de se tratar de um videogame.
Prós e Contras
- Upgrade gráfico considerável
- Mais de 100 traçados de pistas
- Visão do interior dos carros
- Interface limpa e bonita
- Ficou chato demais
Vídeo

Gênero: Corrida / Simulador
Produtora: Turn 10 Studios
Distribuidora: Microsoft
Lançamento: 26/05/2007
Nota: 8,0
Revision
Shinkoheo diz que todos os jogos de corrida hoje são simuladores, mas é jogando Gran Turismos e Forzas Motorsport que se vê que não.
Seria esse o carro da capa?
No caso da Microsoft, Forza 2 foi a aposta para puxar alguns fãs do simulador da Sony para o Xbox 360, por isso foi lançado bem rapidamente e, por isso, poderia ser melhor em alguns aspector, principalmente no visual.
Aqui tem Ferrari, mano!
A jogabilidade é muito semelhante à de Gran Turismo 4, do PS2, porém com algumas características melhor ajustadas, como impactos, física e inteligência artificial.
Missão: mire nos cones!
Aqui a parada é bem mais real... não adianta mirar no meio do adversário numa curva fechada, o máximo que vai acontecer é os rodarem gostoso (no sentido literal da palavra).
Em imagem de divulgação não tem serrilhado, há!
O visual é um leve upgrade de GT4 (ou do próprio Forza Motorsport do primeiro Xbox) com o diferencial de os carros sofrerem danos visuais, mesmo que bem singelos. Ao todo são mais de 300 carros para serem ralados em treze pistas, sendo oito delas reais.
Carro do iPod num jogo da Microsoft é legal!
Os mais radicais que não curtem simuladores têm a opção de escolher vários auxílios de direção ou desligar certas simulações, deixando o game rodando do jeito que o jogador quiser.
O carro tá com o rabo froxo!
Diferente dos games do gênero até então, em FM2 é possível customizar os carros, tanto visualmente quanto em performance, bastando às vezes apenas a troca de uma peça para você poder entrar numa categoria específica, e a parte visual é bem bacanuda, permitindo alterações até exageradas.
Eu jogava com esse carro no Le Mans 24!
Os modos de jogo são os já conhecidos, com a adição do multi-player online até oito jogadores, que traz desafios bem mais porretas do que jogar contra o computador, e a parada roda lisa, praticamente sem lag.
O ângulo exato pra fazer o cara da frente rodar!
No fim das contas, Forza Motorsport 2 é um game consistente, mas que merecia mais atenção, pois um game da atual geração com a quantidade de serrilhados que este tem chega a ser sacanagem.
Prós e Contras
- Ótima física
- Inteligência artificial convincente
- Várias possibilidades de customização
- Ainda vive na sombra de Gran Turismo (PS2)
- O som poderia ser melhor
- Os gráficos idem
- Poderia ter mais pistas
Vídeo
Gênero: Aventura
Produtora: Ubisoft Montreal
Distribudora: Ubisoft
Lançamento: 17/11/2009
Nota: 8,7
Review
Com o primeiro Assassin's Creed lançado dois anos antes e cheio de defeitos estruturais, a segunda edição chega corrigindo (quase) tudo que atrapalhava e dessa vez faz bonito, deixando pouco espaço para reclamações.
"Rá! Pegadinha do Mallandro!"
No presente, o game continua onde o primeiro parou com Desmond Miles, mas a coisa é tão whatever que nem merece atenção. No passado, agora o personagem da vez é Ezio Auditore, que tem a família fodida por uns FDPs e vai atrás de vingança lá em meados do século 15 em terras italianas.
"E é assim que se abate um boi!"
O game passa por Florença, Veneza e Toscana, cada cidade com suas características visuais, tal como no primeiro game. A arquitetura geral está um pouco mais ambiciosa e o visual é embasbacante, às vezes vale a pena subir numa torre só pra dar uma admirada no arredor.
"Vai, enraba ele logo que o próximo sou eu!"
A trama está bem melhor construida, com o roteiro trazendo várias sacadas engraçadas e referências a outros games (o tio Mario é o melhor!). Os personagens têm mais profundidade, inclusive os que acabam morrendo subtamente (por suas mãos ou não), mas cada detalhe mostrado no decorrer do jogo tem sua importância no final das contas.
Joselito, a evolução!
O controle é basicamente o mesmo, porém um pouco mais preciso, mas ainda assim, de vez em quando o personagem acaba fazendo algo que você não quer, como pular de uma torre quando você só queria que ele se dependurasse no tijolinho do lado.
Prefiro o Leonardo das Tartarugas Ninja!
As lutas estão um pouco mais fluídas e cinematográficas, e ocorrem grandes pancadarias em que a barata voa bonito, se tivesse um gorezinho ia bater pau-a-pau com as lutas de Shadow of Rome, que no quesito porrada história ainda é o melhor.
Two of a kind!
Ezio é bem mais carismático e humano que Altair, que era mais fodãozão, tipo um 007 com Pierce Brosnan. Agora o cara erra e tira um barato dos acontecimentos mesmo quando está na merda, e vale lembrar que ele conta com a ajuda do jovem Leonardo da Vinci, o que soma bons momentos ao game.
"Essa eu aprendi cuzomi depois dum jogo do Curínthia!"
O som continua muito bom e a dublagem é toda com sotaque italiano, inclusive com algunas palavras ditas no idioma e traduzidas na legenda, o que torna a compreensão do texto um pouco complicada, já que elas trazem a palavra em italiano e a tradução em inglês entre parênteses.
"Pô, mina, isso não é uma cadeira erótica?"
No fim das contas, Assassin's Creed II é bem melhor que o primeiro, pois pode se dizer que tecnicamente ele é o que o anterior deveria ter sido. Pra ficar perfeito era só tirar a viagem tecnológica e ambientá-lo totalmente na idade média.
Prós e Contras
- Gráficos muito bons
- Ótimo design das cidades
- Jogabilidade simples
- Missões bem variadas
- Maior que o primeiro em todos os sentidos
- "It's a me, Mario!"
- Demora muito pra engrenar
- A história no "tempo presente" é um porre
Vídeo

Gênero: Aventura / Stealth
Produtora: Ubisoft Montreal
Distribuidora: Ubisoft
Lançamento: 13/11/2007
Nota: 8,0
Revision
Em tempos de adaptações e sequências, Assassin's Creed chegou mostrando algo novo e original, dentro do posível, misturando conceitos de vários games famosos do mercado.
Lá na idade média e já andando que nem mano?
A parada é um free-roaming de GTA, com escaladas de Prince of Persia, stealth de Metal Gear/Splinter Cell e lutas de qualquer game medieval que se encontre por aí.
Essa ele só começou a fazer depois que assistiu Tróia com o Brad Pitt!
As escaladas não são tão acrobáticas como em PoP, puxando mais para o real, mas ainda assim com muita habilidade e destreza do personagem, que pode pular até da Petronas Tower se tiver uma carroça com feno esperando ele lá em baixo.
Rumo ao feno
Falando no personagem, você na pele de Altair Inb La-Ahad, ou melhor, de Desmond Miles, um cara comum dos dias de hoje que participa de um experimento de que fuça no código genético das pessoas lembranças de seus antepassados, onde se passa a maior parte do jogo, aí sim, na pele de Altair.
Isso que é camuflagem! Duvido que tu tinha reparado nele ali no meio!
Altair é um assassino profissa que vive em 1191 na Terra Sagrada, passando mais precisamente por Jesusalém, Damasco e Acre (não o brasileiro, que não existe nem nunca existiu!), e faz parte de um culto meio sinistrão e tem que resolver paradas (entenda “matar pessoas”) em missões que envolvem a Coroa, os sarracenos e os cavaleiros templários.
Momento Prince of Persia do 386
A história guarda algumas surpresas e deixa o final em aberto para a sequência, mas no geral é bem comum e até previsível, com personagens secundários de pouca profundidade, o que deixa tudo com cara meio de que os produtores pensaram algo do tipo “ah, ninguém vai ligar pra esse personagem” em vários casos.
Esse cabelo ele só começou a usar depois do Ronaldo na Copa de 2002!
Os gráficos são muito bons e a ambientalização das cidades e da época é perfeita. Há vários transeuntes nos centros, todos com uma inteligência artificial meio boba, mas aceitável, e você sempre acaba encontrando com alguém nas estradas durante as viagens, feitas geralmente a cavalo.
"Vou deixar o cavalo cagar aqui porquê lá dentro vai ser foda"
Essas viagens são um saco, já que as cidades não são próximas e demora pra cacete pra chegar em qualquer lugar. Como sempre há alguma torrezinha, moinho ou qualquer coisa que seja no meio do caminho, a gente acaba tendo que parar e dar uma fuçada pra ver se encontra algum tesouro escondido, o que enche mais o saco ainda.
"Eu não mato, só enfio a pexera! Quem decide se ele morre ou não é Deus!"
Ainda falando dos gráficos, as cidades são ricas em detalhes e a arquitetura é espetacular. Como as missões são meio que soltas, você pode passar o tempo que quiser batendo perna pra cima e pra baixo, procurando itens escondidos, fazendo missões paralelas ou simplesmente quebrando o pau com der na telha.
Essa ele só começou a fazer depois que viu o Joselito no Hermes e Renato!
Cada cidade tem características próprias, tanto arquitetônicas quanto populares, e é fácil diferenciar o pobre do rico e do mediano.
Essa ele só começou a fazer depois que assistiu Bambi!
O som é ótimo e colabora mais ainda para a imersão. O barulho do comércio, do povo conversando na rua e de tudo o que acontece a todo momento é ótimo, e melhor ainda é como isso tudo se distancia conforme você se afasta, dando lugar simplesmente ao barulho do vento ou qualquer outra coisa do tipo.
Se esse arqueiro acertar a flecha não vai ser nada agradável!
O maior problema do game são os bugs que não são nada difíceis de acontecer e nem um pouco humildes no quesito absurdo, pois é certeza que quase todo mundo que jogou este game tenha visto pelo menos um cavalo com as patas de trás pra cima. Existe uma atualização que suaviza isso, mas mesmo assim não deixa o game liso.
Essa ele só começou a fazer depois de ver os filmes do Jackie Chan!
Apesar de tudo, a jogabilidade é muito simples e funcional. Nunca foi tão fácil escalar prédios, torres, muralhas ou qualquer outra coisa num game. As lutas são meio travadas, pois Altair foca apenas em um inimigo por vês, mas ainda assim permite movimentos bem cinematográficos.
Momento comédia pastelão
Assassin's Creed é uma ótimo opção pra quem curte uns lances stealth e gosta de liberdade games com liberdade, e pra jogar a sua sequência é obrigatório passar por este.
Prós e Contras
- Gráficos muito bons
- Controle interessante e funcional
- Mapa e ambientes enormes
- Som geral muito competente
- Trama histórica interessante
- Desculpa fulera para a trama histórica interessante
- Alguns bugs inexplicáveis
Vídeo

Gênero: Ação
Produtora: Creative Assembly
Distribuidora: Sega
Lançamento: 25/03/2008
Nota: 7,2
Revision
Taí um game épico, pelo menos no tema, já meio velhinho que saiu na mesma época do esperado jogo do Conan e superou o nosso bárbaro no quesito "controle um brucutu carrancudo que sai decepando cabeças com sua espada".
"Saca só a espada que roubei do William Wallace"
Lançado pela Sega, o game lembra, e muito, em estrutura o Spartan Total Warrior, onde seu guerreiro comanda um exército sedento por porradaria sem frescuras com batalhas cheias de inimigos que lotam a tela e te fazem lembrar aquelas grandes cenas de filmes como "Coração Valente", onde rola aquele choque de guerreiros e pedaços de gente voando graças às armas afiadas.
Cacete, a pressão sanguínea desse cara tava forte!
Sim, o gore está presente e muito bem vindo onde seus combos fluem de uma forma que sempre você vai dar um fatality sem querer no final, já que o último hit de um combo geralmente resulta numa decapitação, desmembramento ou migalhas do seu inimigo, é muito lindo de se ver!
Pé na molera e espadada na cara!
Falando em coisas bonitas, mesmo o game sendo meio velho, o visual ainda surpreende, principalmente pela modelagem dos personagens e o cenário bem detalhado em algumas partes, com destaque para o mar e os efeitos que rolam quando você conquista uma área.
"Da próxima vez espera a gente sair de perto antes de detonar essa porra!"
Ah sim, tu tem que conquistar territórios, pois você é o guerreiro viking escolhido, bem apático e mudo, que só sabe dar porrada e tem como missão libertar o povo, matar o exército de capetas e ficar soltando prisioneiros, isso graças a uma briga de duas deusas lá da mitologia nórdica, ou seja, você se fode o game inteiro em prol de uma briguinha de mulher!
"Ninguém pisa no meu jardim! Suei muito por essas margaridas!"
No começo, o game demora um pouco pra decolar já que você tem que ficar dando uma passeada e soltando os negos presos pra poder formar seu exército (com direito a dragões e o escambau) e atacar as bases maiores que, se você se meter lá sozinho, tu vai morrer em segundos... vai por mim, experiência própria!
Operação de amídalas na idade média era assim...
Depois de uma horinha nessa lenga-lenga, aí sim o game mostra seu potencial nas batalhas, com centenas de personagens urrando e se matando com toda ferocidade possível, o que é uma sensação única que esse game traz, mas é só.
"Você é ventríloqua ou não mexe a boca para falar mesmo?"
Agora vamos aos pesares, a dublagem é bem capenga, tendo momentos com diálogos falados e outros em que as falas são apenas escritas, assim como há momentos em que os personagens nem mexem a boca para falar, dando uma impressão de inacabado ou uma falta de revisão final no game.
"Bah, vamos sair desse jogo e ir fazer uma cruzada que é mais sossegado"
O som, tirando os berros, o bater das espadas e o sangue jorrando, é bem insignificante, praticamente não existe músicas de fundo de tão escassas, mas isso não chega a ser problema, pois isso é facilmente resolvido ripando seus CDs do Massacration, Manowar e Blind Guardian pro HD e colocando para tocar durante a jogatina, o que gera momentos épicos(ouça o drops #3) e empolgam muito, mesmo nos momentos mais chatos do game.
"Se a Rapunzel não tiver cabelo a gente manda o dragão pegar ela!"
Embora dê pra comprar movimentos, uma coisa que com o tempo enche o saco são os comandos repetitivos, mas ainda assim, se você está acostumado com uma jogabilidade ágil no estilo God of War ou Ninja Gaiden, pode ir puxando o freio de mão, pois o Viking aí é mais força do que graça, mas mesmo assim consegue ser menos travado e limitado que games como Brütal Legend.
Isso me lembrou quando perdi a carteira no show do Bad Religion
Mesmo com esses pontos Viking: Battle for Asgard superou Conan (exceto no quesito putaria). Não é um baita jogo, mas se você curte um bom gore, porradaria colossal, coisas nórdicas ou simplesmente quer um game pra poder jogar ouvindo seus discos de Heavy Metal, é esse!
Prós e Contras
- Batalhas épicas
- Gráficos bonitões
- Gore!
- Sem frescura nas batalhas
- Falta de músicas e falas
- Poucos combos
- Repetitivo
Vídeo
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